Peixe fora d’água

Peixe fora d’água
  Obviamente o post anterior foi uma pequena sátira sobre a atual realidade em que conectamos, ou melhor, vivemos. Um cotidiano digital, globalizado e perecível, que se faz mais  presente nas áreas de comunicação, marketing, jornalismo e/ou tecnologia. Os indivíduos adeptos dessa cultura/profissão são capazes de assimilar diferentes informações, falar, raciocinar, e gerar conteúdo relevante numa rotatividade maior que o uso da cafeteira em polos de criação. Predominantemente, quem se sente mais confortável nesse ambiente é a “galera” da geração Z. Meninos e meninas nascidos entre os anos 90 e a década de 2000, que desde a primeira infância, contaram com a presença da tecnologia eletrônica em suas vidas.
  Com tanta informação livre e em formatos cada vez mais ágeis, fica óbvio que, em algum momento durante essa experiência virtual, ocorra uma sobrecarga na capacidade humana de deliberar. Afinal, até o mais potente dos computadores – me refiro a sua cachola – precisa de “energia” para o pleno funcionamento.

  Recentemente uma pesquisa realizada pela Microsoft, envolvendo 2 mil pessoas no Canadá, concluiu que a capacidade de concentração dos humanos está sendo reduzida por impacto dos dispositivos portáteis e das mídias digitais. Segundo o estudo, o tempo de atenção dos seres humanos já é mais curto que o dos peixinhos dourados, que conseguem manter a atenção por nove segundos, enquanto a nossa, hoje é mantida por oito. Orra! Será que um peixinho dourado consegue ler um clássico da literatura mais rápido que eu? É possível.
  Sendo um efeito colateral de nossa era, ou não , o fato é que muito do sentido da mensagem está se perdendo na desatenção ocasionada pela ganância dos views e do fator sabe-tudo. – Uma olhadinha rápida sobre o texto e imagem, adiantarei o vídeo e, pronto; vamos para o próximo link.
Certamente a tendência para as comunicações é viabilizar a mensagem curta, entretanto a mesma mensagem deve utilizar a mesma linguagem do leitor e sem complementada por demais mídias e estilos de conteúdo.
  Aos que se enquadram como saturados, desatualizados, desesperados, vítimas de tanta informação com complexo de globalização, ofereço duas dicas: ou se acalmem e aproveitem atentamente o conteúdo que lhe agrada, usufruindo do tempo que for necessário, oferecendo prioridades para a mente se manter mais concentrada que a de um peixinho dourado, ou…
“boie” infinitamente no oceano da web.
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